Estátua de José Bonifácio - Praça do Patriarca (Bairro da Sé)
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| Estátua de José Bonifácio |
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Este verbete é parte das Cartografias |
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A estátua de José Bonifácio, que se encontra no centro da cidade, na chamada Praça do Patriarca, que também o homenageia, é de autoria de Alfredo Ceschiatti (1918-1989) e foi implantada no início da década de 70 (segundo dados retirados do Inventário de Obras de Arte em Logradouros Públicos da Cidade de São Paulo). Feita com bronze e granito, a obra tem 3,50 metros de altura e pesa três toneladas, possuindo uma base de sustentação de quase 2 metros de altura, feita de granito verde (UMA HOMENAGEM A JOSÉ BONIFÁCIO, 1972), Representando Bonifácio de pé, com uma postura séria e imponente, a estátua o posiciona olhando para frente e segurando em suas mãos o que pode ser um documento de papel. Em sua base de sustentação está escrito: “José Bonifácio de Andrada e Silva. Patriarca da Independência. Ao Brasil. A coletividade libanesa e seus descendentes. 7-9-1822 — 7-9-1972. Sesquicentenário da Independência”.
Pensando no local escolhido para a colocação da estátua, a Praça do Patriarca, originalmente Praça Patriarca José Bonifácio, está localizada no bairro da Sé, bairro este que tem sua história diretamente ligada à história da capital paulista. A praça começou a ser construída no ano de 1912, e está rodeada hoje de outros edifícios importantes, como a sede da Prefeitura de São Paulo, instalada no Edifício Matarazzo, o Othon Palace Hotel, um dos hotéis mais famosos do centro histórico, que encerrou suas atividades em 2008 e a Igreja de Santo Antônio, uma das mais antigas da cidade (PRAÇA DO PATRIARCA: HOMENAGEM A JOSÉ BONIFÁCIO, 2012).
A estátua foi doada pela comunidade libanesa de São Paulo, em comemoração ao Sesquicentenário da Independência, no ano de 1972. No dia da inauguração, 5 de setembro, estavam presentes, entre outras figuras políticas, Paulo Maluf, então secretário dos transportes, o governador Laudo Natel, o comandante do II Exército, o general Humberto de Sousa e Melo, representando o presidente Médici, o prefeito Figueiredo Ferraz e os descendentes do próprio Bonifácio - José Bonifácio de Andrada e Silva III, Fábio Bonifácio Olinda de Andrada e o general Antonio Carlos de Andrada Serpa. Maluf, em seu discurso, caracterizou José Bonifácio como “maior figura intelectual do Brasil da época, como homem da ciência, pensador político, cuja memória aprendemos a reverenciar” e “destemeroso, decidido, nada o afastava do seu ideal”. Ao que tudo indica, o autor da escultura, Ceschiatti, para fazê-la, pesquisou gravuras de Bonifácio na Biblioteca Nacional, sendo auxiliado pelo arquiteto Miguel Badra, conselheiro da comissão representante da comunidade libanesa.
Referências
- INVENTÁRIO DE OBRAS DE ARTE EM LOGRADOUROS PÚBLICOS DA CIDADE DE SÃO PAULO, Prefeitura de São Paulo.
- Praça do Patriarca: Homenagem a José Bonifácio. Estadão, São Paulo, 28 nov. 2012. Disponível em: <http://m.acervo.estadao.com.br/noticias/lugares,praca-do-patriarca-,8272,0.htm>.
- Uma homenagem a José Bonifácio. Jornal Folha de S. Paulo, São Paulo, 6 set. 1972. Disponível em: <https://acervo.folha.com.br/compartilhar.do?numero=4504&anchor=4364120&pd=9825e5899a2e454e83e6998fff1079fa>.
Como citar este verbete
DE TAL, Fulano. "Monumento do Ipiranga". In: Independência Memórias. Disponível em: https:/www.independencia-memorias.com.br/verbetes/monumento-ipiranga. Data de acesso: 11 de julho de 2022.

