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    Solar da Marquesa de Santos - Centro Histórico de São Paulo

           Solar da Marquesa de Santos  
      Solar da Marquesa de Santos

     
     

    Este verbete é parte das Cartografias
    das Capitais, seção São Paulo.

     
         

    Situado na rua Roberto Símonsen, no Centro Histórico de São Paulo, o Solar da Marquesa, previamente conhecido como Palacete do Carmo - em função da denominação anterior da mesma rua - , não possui dados precisos sobre sua data de construção. Sabe-se que, em 1802, foi dado como pagamento de dívidas ao Brigadeiro José Joaquim Pinto de Morais Leme, o primeiro proprietário documentalmente comprovado do Solar (informações retiradas do Site do Museu da Cidade de São Paulo). O móvel foi adquirido pela Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo (1797 – 1867), no ano de 1834 e ficou sob sua posse até sua morte. 

    O prédio foi transformado em Palácio Episcopal em 1880, e posteriormente  em sede e loja da Companhia de Gás. Foi quando tornou-se, na década de 60, em um bem municipal, passando a abrigar a Secretaria Municipal de Cultura a partir de sua criação, em 1975 (ANVERSA, 2021). Tendo sido tombado tanto na esfera estadual, pelo CONDEPHAAT, em 1971, como na esfera municipal, pelo CONPRESP, em 1991, o Solar abriga, desde 1992, a sede do Museu da Cidade de São Paulo. Mantêm-se preservadas tanto suas características históricas, por ter sido a casa da Marquesa de Santos, que fez o local ser conhecido por suas inúmeras festas e eventos com status da elite paulista, como arquitetônicas, por ser “ser a última residência urbana construída em taipa entre os séculos XVIII e XIX na cidade”. Segundo o próprio site do Solar, o pavimento superior conserva até hoje paredes de taipa e pilão e pau-a-pique do século XVIII, mantendo também as características ambientais das intervenções do século XIX; trechos de diversas paredes são deixados aparentes com a intenção de informar sobre as antigas e novas técnicas de construção que são encontradas no solar; já com relação à fachada, optou-se por conservar a feição neoclássica que já havia sido incorporada à paisagem do centro.


    Referências

    1. ANVERSA, Júlia Savaglia. O SOLAR DA MARQUESA DE SANTOS E A MEMÓRIA DE DOMITILA. Seminário Internacional Fazendo Gênero 12 (Anais Eletrônicos), Florianópolis, 2021.
    2. Solar da Marquesa de Santos | MCSP. Museu da Cidade de São Paulo, São Paulo


    Como citar este verbete

    DE TAL, Fulano. "Monumento do Ipiranga". In: Independência Memórias. Disponível em: https:/www.independencia-memorias.com.br/verbetes/monumento-ipiranga. Data de acesso: 11 de julho de 2022.

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